sexta-feira, 29 de julho de 2011

SER ATEU OU SER À TOA - that is the question

Ser ou não ser ateu em nada modifica nossa ligação com o divino. O que distancia e aproxima desse Deus que muitas vezes alguns negam existir, é o que praticamos. Se praticarmos o mal, seremos dominados por energias negativas e refletiremos opaca radiação  luminosa, se praticarmos o bem receberemos radiações positivas e refletiremos alta solaridade, brilho e luminescência. Digo para não nos atormentarmos em ser ou não ser ateu, por que. Nos recônditos e imemoriais assentamentos de nossa origem, queiramos ou não, está registrado que somos filhos do Criador, não somos uma ameba criada por geração expontânea. No mínimo somos mais um dos enganados como enganado foi Darwin que veio para dividir
 instalando mais um imbróglio existencial, colocando milhões em visibilidade paradoxal a origem humana. Assumir-se ateísta no mundo terráqueo onde a maioria diz acreditar no Criador, embora pouca ou nada pratiquem para justificá-lo é demais diferente. Instala-os no Olímpo dos mais insensatos comentários, aversões, divisões e até agressões. No atual estágio do Coliseum Humano em que se transformaram as relações interpessoais, professar o ateísmo os coloca em lugar de risco e  descrédito e lança-os na mesma fogueira onde  arderam e ardem os inocentes queimados pela Inquisição. Por experiências intrínsecas e sensoriais posso dizer que. O dia que abruptamente contorcer-se a terra sob os pés de todos os desinformados espirituais como as contorções acontecidas no Haiti, com certeza gritarão meu deus. Este clamor está gravado mas ainda  adormecido no inconsciente coletivo de todos que aqui habitam, adormece no lado escuro do que entendemos como consciência. Caros ateístas, sejam gentís consigo mesmo, não se comparem aos outros que sofrem incompreensões, também não se coloquem no lugar de vítimas, usem suas inteligências e proatividade, para descobertas mais libertárias e reveladoras de sua existência. Libertem-se da Caverna de Platão e  mostrem que sua ATEA não existe À TOA.





domingo, 21 de março de 2010

MILITANTES OU MILÍCIAS

Não sou eleitor de José Serra e muito menos de Dilma Rousseff. Sou eleitor de Marina Silva, por entender que a sociedade brasileira e a democracia, já tem maturidade para ungir pelo voto uma mulher a Presidente da República. Marina tem trajetória política, tem ética e história limpa. Fui eleitor de Lula desde 1982 em São Paulo, contra Franco Montoro que venceu à eleição para governador. A relação carnal e visceral de Lula com Sarney e o "mensalão" macularam nossas metamorfoses, destruíram nossos sonhos. O Partido dos Trabalhadores não se igualou aos outros partidos, transformou-se numa excrescência, o PT chafurda na areia movediça da corrupção e do clientelismo, tendo como premissa básica "tudo pode pela governabilidade" a ânsia de poder do partido cada vez mais se distancia da governança. Dilma se eleita, sinaliza que nos trará problemas institucionais graves, pois demonstra claramente que é vingativa, uma marxista enrustida e mal resolvida, o Chavez de saias. Vedes, o balão de ensaio do PNDH3, quem viver verá. Portanto, o que aconteceu com o governador José Serra, em Franscisco Morato/SP, quando saía da inauguração da ETec, é inaceitável e condenável. Serra foi atacado por uma gangue travestida de militantes, e de criminosos maquiados de cidadãos.  

sábado, 13 de março de 2010

O INFERNO É AQUI

Chegou a hora de a Igreja Católica reconhecer que o dogma não é intocável. A secular e poderosa instituição, precisa urgentemente revisar a doutrina da fé. Não falo em modernização dos ensinamentos, nem adaptação ao comportamento modernista da humanidade. Tenho ciência que muitos atos humanos, na maioria das vezes não condizem com a famosa citação latina “mens sana in corpore sano" uma mente sã num corpo são, derivada, da Sátira X do poeta romano Juvenal, que apesar das generalidades do mundo moderno, expressam o conceito de equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa. Falo no sentido de que, a grande instituição religiosa, pressionada pelo fogo da transformação e firmada no primado da verdade,  reestude e reexamine doutrinas, práticas e costumes seculares que não condizem com a realidade da exegese espiritual, tão bem e dignamente representada por Jesus, numa época que não existia catolicismo, e  a doutrina era transmitida pela Tradição Oral. O Messias por ser Universal e Libertador, não é propriedade de nenhuma religião, é de todos que praticam sua doutrina  e  o  mantêm na memória e no coração. Uma dos primados que precisam ser revistos é o celibato. Os sacerdotes necessitam repartir o pão e os bens, constituir família e criar filhos, para poderem orientar e aconselhar com propriedade os que precisam, pois viverão  a complexa realidade do casamento, um dos mais difíceis testes a que são submetidos, mulheres e homens de Deus. A igreja é dirigida por homens que tem desejos, reações e sentimentos, que o princípio de fé cristã “crescei e multiplicai-vos” não deva ser responsabilidade apenas de mulheres e homens não clericais, por questões de igualdade e justiça divina, são atribuições de todos. Enquanto a igreja católica doutrinar, objetivando impedir seu povo ir para o inferno, mais e mais escândalos sujeitarão a milenar ordem ao vexame e vergonha. O inferno é aqui, habitado por seres humanos praticantes de mais ações negativas do que  positivas;  sedentos de amor, luz e sabedoria, isto é   carentes de Justiça. Sair do Inferno, torna-se a maior missão de toda  à humanidade, conquistada através de ações  positivas, da prática do bem, amando o próximo como a si mesmo, repartindo o pão e as riquezas excedentes, e caminhando de forma limpa e sadia. Parece fácil,  sei  o quanto é difícil. Quanto maior a sanidade de um povo menos religioso ele  é, e maior é seu grau de consciência e libertação. Na história da igreja eivada de percalços, em nenhum momento, o clero atingiu estado numinoso, poder celeste, para consagrar este ou aquele como santo, embora o Olimpo Católico esteja recheado de auras, é santo para todos os dias. Esta competência é divina, somente a sanidade identifica a santidade, somente o puro identifica a pureza. João Batista e Maria mãe de Jesus, nos dão claras sinalizações que já estavam acordados, isto é, gozavam da sanidade, a saúde perfeita, a santidade.  Mas  ao contrário, a Inquisição instalou a barbárie, capacitou-se a demonizar e lançar as fogueiras milhares de pessoas. Quantos santos verdadeiros foram queimados? Em verdade, a instituição católica  precisa aproximar-se de seu povo, humanizar-se. O dogma é tocável, a igreja precisa manter a mão na terra e a cabeça no além, isto é, religar a  espiritualidade consciente. Se assim o fizer, milhões voltarão.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CUPINS HUMANOS

Ao voltarmos nossos olhares para os problemas nacionais e focarmos nas áreas desmatadas da Amazônia, deparamos com desoladores cenários de terras arrasadas, natureza viva queimada e transformada em cinzas, móveis e carvão vegetal. Nas derrubadas e queimadas das florestas, são visíveis e audíveis o choro e lamento das vegetações em destruição. No final do ano passado, fomos surpreendidos por decreto assinado pelo Presidente Lula, concedendo prazo de dois anos para os produtores agrícolas recuperarem áreas desmatadas e isentando os infratores de multas já aplicadas. Os combates a estes cupins humanos devem ser implacáveis, punindo-os exemplarmente, enquadrando-os sob força da lei. Neste início de 2010, os veículos de comunicações mostram diariamente, as conseqüências dos fenômenos naturais nos estado do Sul do Brasil. Áreas degradadas pelo incorreto uso do solo e que ao sofrerem as intempéries naturais, arrastam no seu caudal, vidas humanas, destruições de cidades, plantações, criações, bens públicos e privados. As imagens dos cataclismos mostram quão errôneo e tacanho foram os processos de ocupações daquelas terras. Ontem, os predadores avançaram pelo Centro-Oeste e Pré Amazônia, deixando um rastro de destruição da vegetação e inanição nos cursos dos pequenos rios e regatos. Hoje, seus herdeiros, com a mesma mentalidade de lucrar sem olhar as conseqüências, chegaram ao Sul do Amazonas. É o alerta geral. Como fazer ver a estes destruidores da natureza vegetal e mineral que, a perversão de “derrubar pau, plantar soja e boi” é insana, irracional e degradante!




COP15

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas-COP15. Realizada nos dias 07 a 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhagen - Dinamarca gerou grandes expectativas na população mundial que aguardava o anúncio de novos paradigmas, mudanças, e novo norte nas relações entre países poluidores e predadores das reservas da biosfera. Aguardávamos maiores responsabilidades e envolvimentos dos países considerados como os maiores emissores de CO2 na atmosfera. China e Estados Unidos tiveram pífia e egoísta participação, mais uma vez os dois países olharam para o próprio umbigo. Para milhões de cidadãos no mundo, a participação americana e chinesa mostrou a inconseqüente insânia do "cada um por si e salvem-se os que puderem". Com visão transcendente e na espiral do movimento enteógeno, reconhecemos que a natureza por ser sábia não se vinga contra a natureza humana. A equilibrada ecosfera, viva, pulsante e mutante, na sua etérea missão movedora e renovadora, ocupa as áreas degradadas e desequilibradas, corrigindo pela força gravitacional e pressão atmosférica, as mutilações causadas pelos homens, nos mares, rios, encostas e florestas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

É DIFÍCIL GOVERNAR PARA OS POBRES!

A vida é célere e mutante. Hoje, no limiar de 2010, grande parte do país, enfrenta as endêmicas, previsíveis e trágicas catástrofes causadas pelas chuvas. Bairros do subúrbio do Rio de Janeiro e municípios do estado; zona norte e centro da cidade de São Paulo e cidades do interior; cidades do sul do país, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná. Os cidadãos sofrem com os fenômenos da natureza, justamente por morarem em áreas reconhecidamente de riscos, pelo descaso calculado dos governantes no controle de ocupações de áreas, por falta de investimentos em saneamentos em aglomerados urbanos. Governar para os pobres principalmente os mais carentes, são missões espinhosas e complexas, por serem os mais atingidos nas catástrofes pluviais. Pressionados pela pobreza e especulação imobiliária, sujeitam-se a morar em áreas inseguras, desprovidas de estruturas e total ausência do estado. Historicamente, são personagens do êxodo humano, que abandonaram as senzalas e construiram as favelas, e lembrados apenas de quatro em quatro anos, quando alcançadas pelo discurso fácil e hipócrita dos salvadores da pátria. A ausência do governador Sérgio Cabral no início do acidente em Angra dos Reis e o semblante desconfortável e contrariado do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, demonstra as dificuldades que as autoridades têm ao enfrentar as adversidades, ouvir acusações de descaso, de inaptidão e má gestão e, ao constatarem o despreparo da defesa civil. As crises e catástrofes causam maiores transtornos, desconfortos, e reações positivas aos governantes, quando se preocupam com o ônus que colherão por suas ações, sejam por inércia e inapetência ou por atos determinados e competentes. Hoje, a ribalta se ilumina anunciando novas eleições, é dado o  start  do   race eleitoral, a insana disputa para ver quem chegará em primeiro lugar na reta final. Nas urnas, os eleitores deverão se colocar no lugar de fiéis da balança, e pesarão os graus de insatisfações, ou consagrarão mais um quadriênio para os postulantes aos cargos públicos.




É FÁCIL GOVERNAR PARA OS RICOS!

A sexta-feira luminosa de 02 de outubro de 2009 ficou gravada na memória dos amantes dos esportes. Neste dia, os canais de TV do mundo inteiro, mostravam imagens ao vivo diretamente de Copenhague, capital da Dinamarca, mais precisamente do Centro de Imprensa Bella Center, onde o Comitê Olímpico Internacional - COI realizou o sorteio para a escolha da cidade onde se realizará os Jogos Olímpicos de 2016. Para júbilo e glória do COI nacional a cidade do Rio de Janeiro foi à escolhida. O Brasil investiu de 1992 a 2009, a bagatela de R$ 180 milhões somente para concorrer como optante a vaga de cidade sede, para os jogos de 2000, 2004, 2012 e 2016. Após a escolha da capital fluminense, a alegria no país foi pulverizada, direcionada e flagrantemente induzida. Em Copenhague não foi diferente, e notou-se o enorme palanque montado pelas autoridades de nosso país. A poliglota e festiva comitiva brasileira, contou com a ilustre presença de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, Sérgio Cabral, Governador do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, Prefeito da cidade e outras personalidades da vida esportiva nacional. Está gravado em minha memória, o êxtase irradiado por todos os membros presentes no sorteio. As manifestações de alegria, os semblantes risonhos, lágrimas, abraços, selinhos, pulinhos, hipi, hipi, urra, até o execrável é campeão. Justas manifestações e regozijos, em momentos de prestígio e reconhecimento de nosso país no cenário mundial. Aquela escolha significava conquistas positivas, nomes na história, fundos para as campanhas e garantias de reeleições, demonstrava quanto é  bom governar  para os ricos, que não reclamam, não reivindicam, não vaiam, não  esperneiam, não colocam faixas e nem queimam pneus nas rodovias, e quando o fazem, agem silenciosamente acionando os mecanismos para manutenção do "status quo"




domingo, 10 de janeiro de 2010

GOVERNADOR ARRUDA E A RODA VIVA

Neste início de 2010, os maiores causadores de aversões, indignações e vergonha  dos cidadãos brasilienses, estão sendo gerados pelo delicado momento institucional em que vivemos. Causa-nos ojeriza e incertezas, o cinismo nas palavras, no semblante, e nas ações do Governador do Distrito Federal acusado como líder do Mensalão do DEM. José Roberto Arruda, sem partido, defende-se quando participa de eventos públicos, dando entrevistas como se nada tivesse acontecido, destilando suas ignomínias de forma jocosa e ardilosa, exercitando-se mentalmente e colocando suas palavras e orações no tempo passado, como subliminar estratégia para distanciar do olho do furação. A opacidade de sua luz intrínseca transmite a certeza de impunidade e o tecido social demonstra estar permeado de forças estranhas, vedes o apagão no site da OAB. Arruda quando não chora, diz que perdoa seus detratores para ser perdoado. Orientado pelos estrategistas de defesa e desorientado pelo estado patológico em que se encontra, crê como a maioria da humanidade crê que tem o poder de perdoar os semelhantes. Ancestral engano, o perdão é ato divino, não é atributo de finitos seres humanos e muitos dos quais impregnados de desonestidades e mentiras, neste campo de poder e percepção minimamente nos capacitamos. Também é visto que usa estes recursos como termômetro medidor de aversão ou aceitação, procurando identificar o grau do anestesiamento moral de corações e mentes em relação à gravidade de seus atos. Exemplificando o que digo relato diálogo que tive com aluno da universidade em que estudo, ouvi a seguinte frase “meu patrão disse que este caso não vai dar em nada, ele rouba mais faz” Eis o velho, carcomido, e vivo jargão ademarista. Louvo a Loja Maçônica Grande Oriente que forçou o desligamento de seu membro que era portador do título de Mestre. Esta determinação dos dirigentes da Grande Loja dirime as dúvidas da sociedade, isenta a instituição, coloca no devido lugar o Grau Mestre e serve de espelho para o Parlamento do Brasil.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O PALADINO DA EDUCAÇÃO

Acompanho quase diariamente pela mídia eletrônica: twitter, blog, tv senado, jornais e entrevistas, a obstinada vocação do senador Cristovam Buarque em defesa de educação de qualidade no Brasil. Professor Cristovam é vencedor em inúmeras idéias e propostas,  agrega em seu histórico de educador e político um sem número de vitórias. No Parlamento, as resistências ocultam-se por detrás dos pronomes de tratamento, na subliminaridade gestual, no perverso jogo de interesses e nas veleidades orquestradas pelo mutualismo. Mas onde há sombra há luz, na claridade é visível, o quanto algumas idéias deste parlamentar sobre o tema educação, são incompreendidas e cerceadas pelos seus pares. Comparando suas lutas sem tréguas e os resultados dos avanços educacionais no país, induz-me pensar que, muitas vezes seu clamor soa como palavras ao vento, assemelhando-se a exegese bíblica do apóstolo João Batista clamando no deserto. Não estudo a exegese, mas por clarividência intrínseca intuo que, João Batista clamando no deserto é metáfora, o "Batista" era consciente. Cristovam Buarque clama no deserto gerado pelo obscurantismo e fisiologismo da maior parte dos políticos nacionais; na omissão do Estado brasileiro em fazer a Revolução Educacional  És Tudo Pelo Estudo, isto sim, luz para todos; no desinteresse de dar luz aos grotões pois sabem que caminharão com as próprias pernas; no medo que, a educação torna um povo fácil de guiar, mas difícil de dirigir, fácil de governar, mas impossível de escravizar (Henry Broughan, advogado e político britânico. Fazendo analogia e conjetura da bravura do guerreiro Sen_Cristovam, paladino da educação e São Cristóvão, santo católico padroeiro dos viajantes, concluo que, suas missões são das mais elevadas e sublimes: servir aos semelhantes é servir a Deus, pois a nobreza é de quem serve, não de quem é servido. Um Cristóvão entronizado como são, e o outro Cristovam por não ser são se o fosse não seria senador, continua na diária determinação de conduzir a cidadania, a cruzar os rios de águas turvas, que separam pelo maniqueísmo das elites, o acesso do saber a todos.